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Estenose da junção uretero-pélvica (JUP)

Você já ouviu falar em estenose de junção ureteropélvica? Apesar do nome complicado, trata-se de uma condição relativamente comum que pode afetar tanto crianças quanto adultos. Neste artigo, o urologista Dr. Bruno Mello Rodrigues dos Santos explica de forma clara e acessível tudo o que você precisa saber: o que é essa estenose, por que ela acontece, quais os sintomas e como é feito o tratamento.

O que é a junção ureteropélvica?

A junção ureteropélvica é o ponto em que a pelve renal (a parte do rim onde a urina se acumula) se conecta ao ureter, o canal que leva a urina dos rins até a bexiga. Essa passagem precisa estar livre para que a urina siga seu fluxo natural e seja eliminada do corpo.

Quando essa passagem está estreitada ou obstruída, a urina fica “presa” no rim, causando inchaço e, com o tempo, podendo danificar o órgão. Esse estreitamento é o que chamamos de estenose de junção ureteropélvica.

O que é estenose de junção ureteropélvica?

A estenose de junção ureteropélvica é uma obstrução parcial ou total na ligação entre o rim e o ureter. Essa obstrução impede que a urina passe normalmente, levando à dilatação dos rins (hidronefrose), dor lombar e risco de perda da função renal. O diagnóstico e o tratamento precoce são fundamentais para evitar complicações.

Causas da estenose

Segundo o Dr. Bruno Mello Rodrigues dos Santos, a estenose pode ser:

  • Congênita (desde o nascimento): mais comum em crianças, pode ocorrer por má formação da junção ou por vasos sanguíneos que comprimem o ureter.

  • Adquirida: mais frequente em adultos, surge como consequência de infecções urinárias, cirurgias anteriores, pedras nos rins (cálculos renais), inflamações ou traumas locais.

Sintomas mais comuns

Os sinais da estenose variam de acordo com a idade e gravidade do caso. Alguns pacientes não apresentam sintomas, enquanto outros têm manifestações evidentes:

Em crianças:

  • Infecções urinárias recorrentes

  • Dor abdominal

  • Febre sem causa aparente

  • Crescimento inadequado

  • Inchaço abdominal perceptível

Em adultos:

  • Dor lombar (geralmente de um lado)

  • Cólica semelhante à dor de cálculo renal

  • Infecções urinárias de repetição

  • Sangue na urina

  • Náuseas, vômitos e mal-estar

O urologista Bruno Mello Rodrigues dos Santos alerta que o acúmulo de urina no rim, visível nos exames de imagem, pode ser o primeiro sinal de que algo está errado, mesmo antes de os sintomas aparecerem.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da estenose de junção ureteropélvica começa com uma consulta urológica detalhada. O Dr. Bruno Mello Rodrigues dos Santos, especialista em urologia, geralmente solicita os seguintes exames:

  • Ultrassonografia renal: mostra a dilatação do rim.

  • Tomografia computadorizada: fornece imagens detalhadas da anatomia urinária.

  • Urografia excretora ou pielografia retrógrada: examinam o trajeto da urina.

  • Cintilografia renal: avalia o funcionamento de cada rim e o impacto da estenose.

Esses exames permitem entender a gravidade do caso e escolher o melhor tratamento.

Quais são os tratamentos?

O tratamento vai depender da intensidade da obstrução e da função renal.

1. Acompanhamento clínico

Quando a estenose é leve e o rim ainda funciona bem, o médico pode optar por apenas observar. Em recém-nascidos, por exemplo, a condição pode se resolver espontaneamente com o crescimento.

2. Cirurgia corretiva

Em casos mais graves, a estenose precisa ser corrigida cirurgicamente. O procedimento mais utilizado é a pieloplastia, que consiste na remoção do segmento estreitado e na reconexão das partes saudáveis do rim e do ureter.

Essa cirurgia pode ser feita de forma:

  • Tradicional (aberta)

  • Laparoscópica

  • Robótica

As técnicas minimamente invasivas (laparoscópica ou robótica) têm sido preferidas, segundo o Dr. Bruno Mello Rodrigues dos Santos, por causarem menos dor, cicatrizes menores e oferecerem recuperação mais rápida.

Em algumas situações, pode ser necessário usar um cateter temporário (chamado duplo J) ou uma nefrostomia para ajudar na drenagem da urina até a cirurgia definitiva.

Como é a recuperação?

A recuperação costuma ser tranquila, especialmente nas cirurgias minimamente invasivas. O paciente recebe alta em poucos dias e pode voltar às atividades normais em duas a três semanas, com acompanhamento urológico regular.

O cateter duplo J, quando utilizado, é retirado após algumas semanas. Exames de controle (como ultrassonografia ou cintilografia) são realizados para confirmar o sucesso do procedimento e o bom funcionamento do rim.

Prognóstico

A boa notícia é que a estenose de junção ureteropélvica, quando tratada corretamente, tem um excelente prognóstico. A maioria dos pacientes apresenta alívio completo dos sintomas e preservação da função renal.

Por isso, é fundamental procurar um urologista de confiança, como o Dr. Bruno Mello Rodrigues dos Santos, assim que surgirem os primeiros sinais ou alterações nos exames.


Quando procurar um urologista?

Se você ou seu filho apresenta sintomas como dores lombares, infecções urinárias frequentes ou alterações nos exames dos rins, é importante agendar uma consulta com um urologista. Um diagnóstico precoce pode evitar complicações sérias e preservar a saúde dos rins.

O Dr. Bruno Mello Rodrigues dos Santos é médico urologista, com ampla experiência no diagnóstico e tratamento da estenose de junção ureteropélvica, atendendo pacientes de todas as idades com atenção, responsabilidade e abordagem personalizada